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Douro Interior Jornal

2026/04/21

Aterro sanitário de Andrães autorizado a retomar a normal atividade

Freguesias

Foi com estranheza que o Município de Vila Real tomou conhecimento da decisão judicial de permitir à Resinorte, entidade responsável pela gestão do Aterro Sanitário de Vila Real, situado em Mosteirô, na freguesia de Andrães, retomar a normal atividade de deposição de Resíduos Urbanos (RU) dando assim provimento à Oposição à Providência Cautelar interposta pela Resinorte à Providência Cautelar intentada pelo município de Vila Real contra o aumento da capacidade de deposição de RU no Aterro Sanitário de Vila Real.

Não foram assim tidos em atenção os argumentos aduzidos pela Câmara Municipal de Vila Real (CMVR) e das populações envolventes ao aterro de que a continua deposição de RU para além do já licenciado se constitui no perpetuar de um problema de saúde pública que irá recair sempre sobre as mesmas populações que há já bem mais de 20 anos suportam, sem compensações pelo seu contributo para um problema coletivo, os inconvenientes de terem de conviver com uma infraestrutura, porque muitas vezes mal gerida, que provoca odores intensos, lixiviados que comprometem o ambiente das linhas de água, as aves de grande porte que destroem as culturas e o continuo trânsito de viaturas pesadas que degrada as vias das localidades envolventes.

Porque o próprio Contrato de Concessão (CC) prevê alternativas ao fim da vida útil do aterro como é a instalação de uma Estação de Transferência (ET) para envio dos RU desta região para outras instalações da Resinorte, ET que já está em funcionamento e que foi já utilizada durante o período de interrupção do funcionamento do aterro, não compreendemos porque não é desde já adotada a solução técnica final preconizada no CC, pondo-se definitivamente fim à vida útil de uma infraestrutura que inevitavelmente e muito proximamente, não suportará mais deposição de RU.

Compreendemos que exista um problema nacional de falta de capacidade de deposição de RU em aterro, não compreendemos a incapacidade da Resinorte de atempadamente acautelar a sua incapacidade de receção de RU em aterro, e muito menos compreendemos que para um problema à escala nacional que tem que ser solucionada, e havendo soluções alternativas como é, por exemplo, a incineração, tenham de ser as mesmas populações que desde sempre já suportam os inconvenientes da proximidade destas instalações, a terem novamente de ser a solução para um problema que não lhes pertence e para o qual deram já o seu contributo.

O Executivo Municipal da CMVR tudo continuará a fazer, com recurso aos meios legais ao seu dispor, para impedir e parar a deposição de RU no Aterro Sanitário de Vila Real, dando assim voz ao descontentamento das populações que serve.

 

Fonte/Foto: CM Santarém

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